
Debaixo do chuveiro, porta trancada, Ronaldo fechava os olhos e se masturbava. Lambuzava as mãos de sabonete, água caindo no rosto, e brincava com o corpo. Todo o santo dia.
Pensava nas amigas do colégio, na faxineira, nas primas… No dia em que completou 15 anos começou a pensar na própria mãe. Foi assim, sem mais nem menos. Dali em diante, toda a sua energia dispensada era para ela. Passou a inventar historinhas para dormir ao seu lado. De camisola longa, sem roupa íntima, esperava ela pegar no sono para começar a brincar.
Meses depois assumiram o caso. E até hoje ninguém entende o que é o verdadeiro amor de mãe.

