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	<title> &#187; história</title>
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	<description>um conto por dia - sua dose diária de ficção</description>
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		<title> &#187; história</title>
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		<title>Improbabilidades</title>
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		<pubDate>Fri, 09 May 2008 15:35:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>rimoreno</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Olhou para um lado, olhou para o outro. Olhou de novo. E mais uma vez. Queria certificar-se que ninguém mais estaria o observando. Tinha um pouco de vergonha daquilo. Quer dizer, adorava fazer. Divertia-se com os amigos. Mas também sabia que não era dos hobbies mais higiênicos.
Levantou a calça jeans, um número maior, até a [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=umcontopordia.wordpress.com&blog=3337558&post=51&subd=umcontopordia&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p class="MsoNormal">Olhou para um lado, olhou para o outro. Olhou de novo. E mais uma vez. Queria certificar-se que ninguém mais estaria o observando. Tinha um pouco de vergonha daquilo. Quer dizer, adorava fazer. Divertia-se com os amigos. Mas também sabia que não era dos hobbies mais higiênicos.</p>
<p class="MsoNormal">Levantou a calça jeans, um número maior, até a altura do umbigo. Apertou firmemente o cinto de lona. Respirou fundo e olhou pra cima.</p>
<p class="MsoNormal">Com a cabeça para trás, boca ao céu, olhos semi-abertos por causa do sol forte, preparou-se. Forçou a garganta e cuspiu na direção do céu. Noventa graus exatos. O catarro, de cor ocre, girou, girou, até uma altura de 3 metros e meio a partir do seu nariz. A força centrífuga fazia do cuspe uma espécie de ameba voadora. Um fragmento de uma pintura de Pollock voando no céu, em quatro dimensões. O vento leve que vinha do sudeste foi suficiente para mudar a direção do catarro.</p>
<p class="MsoNormal">Em tempo, a brincadeira consistia no seguinte: Joca preparava a saliva, de preferência potencializada com aquela mais grossa vinda do pulmão e um pequeno gole de Coca-Cola para melhorar a sua consistência. Cabeça ao céu, cuspia para cima. O objetivo era vencer adversidades como o vento e capturar o cuspe com a boca. Nem sempre dava certo. E era uma farra. Ele e os amigos se torciam de rir quando alguém errava e, puff, uma meleca certeira no meio da testa.</p>
<p class="MsoNormal">Hoje ele estava sozinho. Os amigos viajaram por conta do feriado do Dia das Mães. Mas Joca resolveu sair à rua assim mesmo.<span> </span>Postou-se na calçada em frente a sua casa. Olhou para o céu. Tossiu. Forçou. E mandou bala. No exato fragmento de tempo em que a saliva parou no ar, quando terminou seu trajeto ascendente e ainda não foi puxada pela força da gravidade para baixo, um pit bull sem focinheira ataca Joca. Em menos de dois segundos, o bicho cravou os dentes na perna esquerda do moleque colocando-o no chão. E quando se preparava para atacar o pescoço, meio segundo depois, o cão é surpreendido com um catarro certeiro no focinho.</p>
<p class="MsoNormal">Joca foi salvo pelo próprio cuspe.</p>
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		<title>Não espere nada</title>
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		<pubDate>Wed, 07 May 2008 04:39:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>rimoreno</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Conto]]></category>
		<category><![CDATA[ficção]]></category>
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		<description><![CDATA[
Faz um calor infernal aqui na Ilha. Uns 40 graus a sombra, no mínimo.
O vento quase não sopra, e o asfalto velho e cinzento parece potencializar ainda mais a temperatura.
Cheguei há 6 dias. E até agora, o máximo que consegui realizar foi um passeio pela orla e trocar alguns dólares.
- Hola, chiquito, me dizem as [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=umcontopordia.wordpress.com&blog=3337558&post=49&subd=umcontopordia&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><a href="http://umcontopordia.files.wordpress.com/2008/05/malecon1.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-50" src="http://umcontopordia.files.wordpress.com/2008/05/malecon1.jpg?w=300&#038;h=92" alt="" width="300" height="92" /></a></p>
<p>Faz um calor infernal aqui na Ilha. Uns 40 graus a sombra, no mínimo.<br />
O vento quase não sopra, e o asfalto velho e cinzento parece potencializar ainda mais a temperatura.<br />
Cheguei há 6 dias. E até agora, o máximo que consegui realizar foi um passeio pela orla e trocar alguns dólares.</p>
<p>- Hola, chiquito, me dizem as putas às beira da estrada, o mar quebrando doutro lado do acostamento.</p>
<p>Não estou interessado em sexo. Há tempos deixei de lado o meu interesse em qualquer relação que envolva outra pessoa que não eu &#8211; e só eu. Simplesmente não me apetece mais. Não há magia, sedução ou tesão que me endureça a ponto de baixar as calças e desperdiçar qualquer tipo de energia. Estou bem assim. Muito bem assim, acredite.</p>
<p>Minha viagem não foi planejada. E quando decidi, tampouco pensei nessa possibilidade. Ainda que todos meus amigos me dissessem que &#8220;assim que você chegar, vais ver, a coisa muda de figura&#8221;.<br />
Não mudou. Estou tranqüilo, posso garantir. Trouxe não mais do que três mudas de roupa: três calças, três camisetas, três cuecas e três meias. Sapato eu trouxe um único par. Além, é claro, do meu chinelo. Pra falar a verdade ainda não tirei os sapatos da mala. Chinelo e camiseta sobre o ombro. É assim que passei meus últimos seis dias aqui na Ilha.</p>
<p>Dois dólares são suficientes para eu comer e dormir aqui. Custa muito pouco a vida na Ilha. Mas pretendo voltar logo. Não agüentaria tamanho calor por muito tempo.<br />
Logo mais devo encontrar Pedro, um escritor e amigo de longa data. Esse, sim, louco por sexo, bebida e histórias grotescas. Mas é um gentleman, você precisa ver. Acho que essas bizarrices, vou te contar, ele reserva para a ficção. Nunca vi, de fato, Pedro vivendo toda aquela imundice que ele relata em seus livros. Um sujeito meio recatado, pensando melhor. Sempre com sua camisa branca de mangas curtas, dois botões abertos, calça de sarja velha, chinelos de couro e um legítimo panamá no cocuruto.</p>
<p>Combinamos de tomar um conhaque no fim do dia. Não me pergunte o motivo. Faz um calor de 40 graus e não há motivos pra tomarmos conhaque. Mas foi isso que combinamos, e eu sou um homem de palavra. E Pedro também.</p>
<p>Nos conhecemos há uns 30, 35 anos. Eu não era ninguém. Pedro muito menos. Eu vivia de vender carretéis artesanais de madeira para pesca no centro de São Paulo. Sim, a minha loja era no centro de São Paulo. Não, ninguém pesca no centro de São Paulo. Pedro, uns 10 anos mais velho do que eu, acabara de voltar do Projeto Rondon, ex-comparsa de Che, fugido de Vallegrande, caiu na cidade grande por acaso. Ficamos amigos no ato. Quando anoiteceu já estávamos bêbados de conhaque na padaria do Francieldo. Acho que é por isso que sempre voltamos a tomar conhaque quando nos reencontramos. Eu tinha 20 anos, no máximo. Pedro uns 30. Mas ambos idealistas. Não podíamos parar jamais. Nossas cabeças eram duas usinas de idéias. Ferviam. Nunca colocamos em prática nenhuma dessas idéias, confesso. Mas gastamos um bom tempo da nossa juventude traçando o melhor plano para concretizá-las.</p>
<p>Pedro casou três vezes, espalhou cinco filhos por aí, e hoje vive sozinho e feliz da vida aqui na Ilha. Não ganha muito, mas se diverte um bocado com o pouco que lhe é dado de vendas e direitos autorais.</p>
<p>Eu fui casado durante duas décadas. Me separei há três. Tenho duas filhas. Uma de 18, Marlise, e outra de 15, Greice. Não posso dizer que sou um infeliz. Não, não sou.<br />
Mas desde que me separei da Judite não me apetece qualquer nova relação. Melhor assim. Vejo o dia chegar e ir embora sem ninguém. E é exatamente isso que eu quero.<br />
Não quero que ninguém chore por mim. Pelo contrário, me esforço cada vez mais para que as pessoas me esqueçam ainda em vida.<br />
Pedro sabe disso. E me entende. Ele disse que vai escrever um livro com a minha história. Disse até que pode virar filme. Eu vou esperar. Sempre espero as coisas. Mas prefiro que ninguém espere nada de mim. Melhor assim. É mais seguro.</p>
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		<title>Promete?</title>
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		<pubDate>Tue, 06 May 2008 03:53:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>rimoreno</dc:creator>
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		<description><![CDATA[
- Você não pode ir embora agora, sabe. Já tá tarde, bebeu demais, está supercansada. Fica dormindo aqui.
- Não posso. Cê sabe, preciso voltar.
- Toma mais uma taça de vinho, pelo menos.
- Já tá tarde. Quase uma hora. Imagina só. Preciso ir. Mesmo.
- Mais um pouquinho, vai. Um cigarrinho. Aí você vai.
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			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><a href="http://umcontopordia.files.wordpress.com/2008/05/kiss210607_468x370.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-48" src="http://umcontopordia.files.wordpress.com/2008/05/kiss210607_468x370.jpg?w=474&#038;h=102" alt="" width="474" height="102" /></a></p>
<p>- Você não pode ir embora agora, sabe. Já tá tarde, bebeu demais, está supercansada. Fica dormindo aqui.</p>
<p>- Não posso. Cê sabe, preciso voltar.</p>
<p>- Toma mais uma taça de vinho, pelo menos.</p>
<p>- Já tá tarde. Quase uma hora. Imagina só. Preciso ir. Mesmo.</p>
<p>- Mais um pouquinho, vai. Um cigarrinho. Aí você vai.</p>
<p>- Tá bom. Eu fumo com você esse e aí eu vou.</p>
<p>- E amanhã, você volta?</p>
<p>- Preciso ver, né. Cê sabe, não é assim. Tem todo um esquema. Lá em casa é dureza.</p>
<p>- Volta?</p>
<p>- Eu quero. Cê sabe que eu quero. Mas não posso garantir.</p>
<p>- Não quero garantias. Quero você aqui, na minha cama, nua.</p>
<p>- Você só pensa em sexo, né?</p>
<p>- Só. E você?</p>
<p>- Eu também.</p>
<p>- Então volta?</p>
<p>- Só sexo, promete?</p>
<p>- Prometo.</p>
<p>- Volto.</p>
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		<title>A prova</title>
		<link>http://umcontopordia.wordpress.com/2008/04/30/a-prova/</link>
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		<pubDate>Wed, 30 Apr 2008 13:22:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>rimoreno</dc:creator>
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		<category><![CDATA[ficção]]></category>
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		<description><![CDATA[Deitou-se de bruço, braço entre as pernas, rosto enterrado no travesseiro, e chorou.<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=umcontopordia.wordpress.com&blog=3337558&post=44&subd=umcontopordia&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><a href="http://umcontopordia.files.wordpress.com/2008/05/2845b1.jpg"><img class="alignnone size-large wp-image-46" src="http://umcontopordia.files.wordpress.com/2008/05/2845b1.jpg?w=300&#038;h=68" alt="" width="300" height="68" /></a></p>
<p>Deitou-se de bruço, braço entre as pernas, rosto enterrado no travesseiro, e chorou. Manequinho ardia em longo e soluçado pranto. A dor era tanta – e tão legítima – que vez ou outra chegava a lhe roubar o ar. As narinas entupidas, o rosto inchado, e ele repetia, numa espécie de cantochão:</p>
<p>– Quero morrer. Quero dormir e não acordar nunca mais. Por favor, Deus, aceite esse meu último pedido.</p>
<p>Como morrer não é tão fácil como parece, na manhã seguinte Manequinho acordou. Abriu um olho, depois o outro, e tão logo recuperou a consciência, pôs-se na mesma posição da noite anterior e voltou a berrar. Ficou assim por cerca de meia hora, até que se lembrou da prova na escola.</p>
<p>Era final do terceiro bimestre e ele não poderia, de maneira alguma, perder aquela prova. Pior do que morrer dormindo seria reprovar de ano.</p>
<p>Naquela mesma noite, já de pijama e banho tomado, o garoto dormiu e esqueceu pra sempre que havia algo dentro do peito que (ainda) doía.</p>
<img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/umcontopordia.wordpress.com/44/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/umcontopordia.wordpress.com/44/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/umcontopordia.wordpress.com/44/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/umcontopordia.wordpress.com/44/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/umcontopordia.wordpress.com/44/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/umcontopordia.wordpress.com/44/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/umcontopordia.wordpress.com/44/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/umcontopordia.wordpress.com/44/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/umcontopordia.wordpress.com/44/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/umcontopordia.wordpress.com/44/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/umcontopordia.wordpress.com/44/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/umcontopordia.wordpress.com/44/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=umcontopordia.wordpress.com&blog=3337558&post=44&subd=umcontopordia&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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		<title>Pranto</title>
		<link>http://umcontopordia.wordpress.com/2008/04/29/pranto/</link>
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		<pubDate>Wed, 30 Apr 2008 02:42:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>rimoreno</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Dante só conseguia chorar na frente de estranhos.
Não tinha jeito. Por mais que ele tentasse, tentasse, não saía uma lágrima sequer daquele rosto. Coçava, mexia os olhos, cutucava, apertava, mas não tinha jeito.<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=umcontopordia.wordpress.com&blog=3337558&post=42&subd=umcontopordia&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><a href="http://umcontopordia.files.wordpress.com/2008/04/ray_tears.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-43" src="http://umcontopordia.files.wordpress.com/2008/04/ray_tears.jpg" alt="" /></a></p>
<p>Dante só conseguia chorar na frente de estranhos.<br />
Não tinha jeito. Por mais que ele tentasse, tentasse, não saía uma lágrima sequer daquele rosto. Coçava, mexia os olhos, cutucava, apertava, mas não tinha jeito.</p>
<p>O choro era um privilégio dos distantes.</p>
<p>Foi assim durante anos. Na infância, quando não conseguia o que queria, segurava o berreiro na frente da mãe para, em seguida, debulhar-se em lágrimas na frente do porteiro do prédio. Seu Raul, um senhor de mais de 80 anos, ouvia pacientemente as reclamações do pequeno para, em seguida, dar o seu parecer sobre o pranto.<br />
Foi assim desde sempre. No colégio, na faculdade, no primeiro emprego e na frente da primeira namorada.</p>
<p>As namoradas, é bom frisar, duravam muito pouco. O suficiente para ele não criar intimidade e poder abrir o berreiro na frente delas sem medo.</p>
<p>E chorava ferozmente. Com todos os tiques e truques que tinha direito. Soluçava horrores, nariz escorria, falta de ar, cabeça baixa.</p>
<p>Até o dia em que conheceu uma menina chamada Karolina. Moça simples, do interior, mas outro poço de problemas. No caso dela, o choro era um privilégio do espelho. Raramente Karola derrubava uma lágrima na frente de outra pessoa. Há anos vivia com um choro entalado lá no fundo do peito. Nem sempre tomava as decisões certas. Parece até que gostava de insistir no erro. Tudo para chegar no fim do dia, e trancada no banheiro de casa, derrubar-se em lágrimas. Gostava daquilo. E ele gostava daquilo nela.</p>
<p>Dante descobrira, finalmente, alguém muito parecido com ele. Alguém que tinha medo de viver o mundo, com toda a sua loucura, incerteza e falta de sentido. Em comum, a dor não dividida dos dois.</p>
<p>Quando ambos completaram 19 anos, foram para cama pela primeira vez.<br />
E antes de gozarem, choraram. Choraram como nunca. Molharam um o corpo do outro com as lágrimas derramadas.</p>
<p>E ficaram ali durante dias, deitados, ele sobre ela, chorando, chorando, chorando.</p>
<p>Quando ambos secaram, alguns quilos mais magros, olheiras visíveis, levantaram-se, tomaram banho.</p>
<p>Pela primeira vez os dois sorriram  e não tiveram vontade de chorar.</p>
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	</item>
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		<title>Culpa do Nêne</title>
		<link>http://umcontopordia.wordpress.com/2008/04/28/culpa-do-nene/</link>
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		<pubDate>Mon, 28 Apr 2008 20:41:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>rimoreno</dc:creator>
				<category><![CDATA[Contos]]></category>
		<category><![CDATA[Conto]]></category>
		<category><![CDATA[ficção]]></category>
		<category><![CDATA[história]]></category>
		<category><![CDATA[romance]]></category>

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		<description><![CDATA[Brecou o carro em cima da faixa. Por pouco não passou por cima de uma senhorinha que atravessava.
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			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Brecou o carro em cima da faixa.<br />
Por pouco não passou por cima de uma senhorinha que atravessava.<br />
Bufava.<br />
Gomes estava com pressa. Atrasadíssimo para o primeiro encontro em muitos anos. Oito, na verdade, desde que sua senhora, Emília, morrera.<br />
Quase uma década de luto. Emilia bateu as botas meio assim, de supetão. Estavam num daqueles portentosos almoços de domingo, a família toda reunida num italianão local. E Emilia engasgou-se com um &#8220;ossinho da sorte&#8221;. Tossiu uma, tossiu duas, e caiu dura, com a garganta atravancada e sem ao menos dar chance de Gomes bater na casa do doutor ou chamar uma ambulância.</p>
<p>Ficou desconcertado. E agora, oito anos e meio depois, resolvera dar uma nova chance para o amor.</p>
<p>Foi Nêne, o dono da esfiharia, que apresentou Inês. Tinha 61 anos, contra os 72 de Gomes. Moça de família, formada em administração, herdara do pai um açougue ali no centro. Gomes fazia portas sob medida. Tinha uma pequena serraria no quintal da casa onde cortava, lixava, parafusava e pintava as portas que encomendavam. Ele com mais dois ajudantes. Praticamente um Gepeto.<br />
Nêne também estaria lá, assim como vários amigos em comum de Inês e Gomes. Nêne levou esfihas, tabule, kibe, babaganuch, coalhada seca, hommus. Gomes ficou encarregado dos engradados de cerveja. Inês cuidaria da sobremesa. O resto do pessoal, por volta de umas trinta pessoas, contribuiria com alguns trocados para as despesas gerais.</p>
<p>Gomes foi multado. Atropelou um gato e andou três quadras na contramão. Mas chegou ao encontro antes que Inês se enervasse e picasse a mula.</p>
<p>Nêne se adiantou e foi logo apresentando.</p>
<p>- Oi, tudo bem? Nêne é só elogios quanto a você, disse Gomes.</p>
<p>- Ele também fala maravilhas sobre as suas portas, disse Inês.</p>
<p>Um sorrisinho amarelo dele. Bochechas rosadas dela. Gomes já não sabia como agir naquelas circunstâncias.<br />
Ficava meio sem palavras, sem assunto, só balbuciando um &#8220;é&#8230; ahãn&#8230; isso&#8230; é&#8230;&#8221;.</p>
<p>Papo vem, papo vai, uma cervejinha, um kibe cru, a relação dos dois começou a melhorar.</p>
<p>Inês já ria alto das histórias que Gomes contava ao pé do ouvido. Até que em certo momento, depois que ele falou umas três ou quatro frases, os dois foram para fora do barracão onde ocorria a confraternização.</p>
<p>Caminharam uns 200 metros através dos pinheiros e araucárias.Gomes tentou pegar na mão de Inês. Ela recusou. Mas sorriu e falou para continuarem andando.</p>
<p>Um pouco mais adiante sentaram num toco de árvore para recuperar o ar que a idade já lhes roubara. Gomes tentou novamente uma investida. Insucesso.</p>
<p>Falaram mais sobre a vida. Sobre os filhos, os netos, o trabalho.</p>
<p>Voltaram para o galpão.</p>
<p>Despediram-se. E nunca mais voltaram a se encontrar.</p>
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		<title>Acampamento</title>
		<link>http://umcontopordia.wordpress.com/2008/04/25/acampamento/</link>
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		<pubDate>Fri, 25 Apr 2008 23:56:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>rimoreno</dc:creator>
				<category><![CDATA[Contos]]></category>
		<category><![CDATA[acampamento]]></category>
		<category><![CDATA[Conto]]></category>
		<category><![CDATA[ficção]]></category>
		<category><![CDATA[história]]></category>

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		<description><![CDATA[Eu estava preso naquele maldito acampamento. Ainda não consigo entender onde, raios, eu estava com a cabeça quando topei a idéia de passar dez dias e dez noites no meio do mato. Estávamos em janeiro.<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=umcontopordia.wordpress.com&blog=3337558&post=38&subd=umcontopordia&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><a href="http://umcontopordia.files.wordpress.com/2008/04/camp9.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-39" src="http://umcontopordia.files.wordpress.com/2008/04/camp9.jpg?w=423&#038;h=141" alt="" width="423" height="141" /></a></p>
<p>Eu estava preso naquele maldito acampamento. Ainda não consigo entender onde, raios, eu estava com a cabeça quando topei a idéia de passar dez dias e dez noites no meio do mato. Estávamos em janeiro. Um calor de quase 40 graus. Os mosquitos, e botucas, e abelhas, e o raio que o parta desses incômodos insetos que rodeavam a gente, e as nossas barracas, e as nossas comidas, e bebidas e nossos banheiros químicos que em poucas horas já fedia a merda e a mijo, incomodavam mais do que aquele angustiante sol de 40 graus.<br />
Mas isso não era o pior. O pior, e eu digo com propriedade, porque eu estava lá durante todo o tempo, o pior era a cara daquela molecada. Não sei ao certo quantos eram e que cara, de fato, eles tinham ou fingiam que tinham. Mas me dava uma raiva danada. Quando mamãe falou que era um acampamento de meninas e meninos, todos jovens, pouco dinheiro, sem muita esperança, ela não me disse quantos meninos e meninas eram ao certo. E eu também não fiz muita questão de contar. Eram todos meio parecidos. Umas carinhas meio iguais, sujinhos, ranhentos. Tinham uns 11, 12, no máximo uns 13 anos. Mas parecia menos. Eram pobres, né. Acho que não tinham muito o que comer. E eu só fui porque mamãe fez aquela cara, aquela maldita cara que não funcionou quando meu pai largou ela, mas comigo sempre funciona. Fiquei com uma pena danada dela. E não consegui dizer “não, mãe, eu não vou te ajudar nessa porra de acampamento, no meio do mato, porque eu planejei passar a virada de ano no nordeste, com meus amigos. Não, mãe, eu não vou estragar com meu fim de ano porque quem escolheu essa porra de vida foi você, e eu, sinceramente, estou cagando pra essa criançada. Pro passado, pro presente ou pro futuro delas.” De modo que eu fiz um bico discreto, mordi por um brevíssimo segundo meus lábios, e falei: “vamos, mamãe, estou com você nessa”.<br />
Mas agora também não adianta eu ficar reclamando. Já estou aqui há uma semana. Falta pouco pra terminar. Na igreja lá do bairro dizem que o que eu fiz chama-se compaixão. Na escola que estudei, a professora diria que ganhei um ponto no céu. Foda-se o céu. Eu quero meus pontos enquanto eu estiver vivo, pra poder usá-los do jeito que eu bem entender. Eu só vim pra cá porque não consegui dizer não para mamãe. Afinal, ela não é nenhuma garotinha. Tem quase 80 anos e dedica-se dia e noite a essas crianças. Não deve ser fácil pra ela ficar vendo um bando de meninos e meninas carecas, vomitando a bilis por causa de tanta quimioterapia, e magrinhos que até dói. E mesmo assim, volta e meio, eu pegava um grupinho de meninas planejando seus futuros, suas vidas em família, cheias de filho e vida. Elas me dão nos nervos. Se eu pudesse, mataria uma por uma dessas crianças. Mas nem me preocupo. No estágio que estão, nenhuma delas sobreviverá mais do que alguns meses. E elas ainda acham que um dia crescerão. Ainda bem que ainda tenho três dias nesse acampamento. Pensando bem, acho posso me divertir.</p>
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		<title>Telecoteco</title>
		<link>http://umcontopordia.wordpress.com/2008/04/24/telecoteco/</link>
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		<pubDate>Thu, 24 Apr 2008 16:08:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>rimoreno</dc:creator>
				<category><![CDATA[Contos]]></category>
		<category><![CDATA[Conto]]></category>
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		<category><![CDATA[ficção]]></category>
		<category><![CDATA[história]]></category>
		<category><![CDATA[macbook air]]></category>
		<category><![CDATA[moda]]></category>

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		<description><![CDATA[Alessandra sacou da maletinha de neoprene preta seu novíssimo Macbook Air, ultrafino, compacto, um sonho de consumo, que ela comprou em 12 vezes sem juros na Fnac, e começou a teclar.<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=umcontopordia.wordpress.com&blog=3337558&post=37&subd=umcontopordia&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Alessandra sacou da maletinha de neoprene preta seu novíssimo Macbook Air, ultrafino, compacto, um sonho de consumo, que ela comprou em 12 vezes sem juros na Fnac, e começou a teclar. Telectectec, tectactac, telectactec&#8230; Ninguém sabia que raios ela estava escrevendo. Nem ela, pra falar a verdade.</p>
<p>Mas isso pouco importava. O importante ali, na primeira fila de um desfile de biquínis para o inverno (!!), era mostrar-se ocupada enquanto o show não começava.<br />
E Alessandra enganava bem no tecladinho de seu novo gadget. O corretor ortográfico encarregava-se de corrigir os &#8220;faser&#8221;, &#8220;analizar&#8221;, &#8220;paçarela&#8221;, &#8220;disfile&#8221; e &#8220;selulite&#8221; que Alessandra digitava, sempre com a pontinha dos dois indicadores.</p>
<p>Alessandra é uma das principais editoras de moda do país (ou produtora, stylist, ou qualquer um desses nomes chiques que inventam para profissões que não existem). Uma vencedora. Dá até orgulho de ver.</p>
<p>Filha de cearenses, Alessandra passou fome na infância e não conseguiu completar nem o primeiro grau. Passou a infância no mato, auxiliando os pais no corte de cana-de-açúcar. As roupas eram doadas. Vestia-se com o que tinha.<br />
Aos 8 quase morreu de leishmaniose. E quando completou 15 engravidou do próprio irmão. Felizmente sofreu um aborto espontâneo logo nas primeiras semanas de gestação.<br />
Deu sorte quando os pais a colocaram num pau de arara e a mandaram para São Paulo. &#8220;Pra ter um pouco mais de sorte na vida&#8221;. Chegou uma semana depois, toda arregaçada e suja. Ergueu a cabeça e foi bater na porta da igrejinha. Conseguiu um trabalho de faxineira na casa de uma bambambã da high.<br />
Devagarzinho foi ganhando confiança da patroa. Até que começou a acompanhá-la nas lojas mais caras da cidade. Substitui arnica por um creme francês e leite de rosas deu lugar a uma loção comprada em Nova York.</p>
<p>Não ganha tanto dinheiro. Mas consegue fiado em tudo que é lugar – de restaurante a agência de turismo. Até o tratamento para candidíase ela tirou com desconto. Em troca, deu uma notinha (com foto colorida) dos patchworks feitos pela esposa do médico.</p>
<img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/umcontopordia.wordpress.com/37/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/umcontopordia.wordpress.com/37/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/umcontopordia.wordpress.com/37/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/umcontopordia.wordpress.com/37/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/umcontopordia.wordpress.com/37/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/umcontopordia.wordpress.com/37/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/umcontopordia.wordpress.com/37/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/umcontopordia.wordpress.com/37/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/umcontopordia.wordpress.com/37/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/umcontopordia.wordpress.com/37/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/umcontopordia.wordpress.com/37/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/umcontopordia.wordpress.com/37/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=umcontopordia.wordpress.com&blog=3337558&post=37&subd=umcontopordia&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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		<title>Gisele</title>
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		<pubDate>Wed, 23 Apr 2008 17:52:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>rimoreno</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Conto]]></category>
		<category><![CDATA[ficção]]></category>
		<category><![CDATA[história]]></category>

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		<description><![CDATA[






Gisele parou o Balcão. Balcão é um bar de velhotes &#8211; muitos deles inúteis, jornalistas e publicitários fracassados &#8211; em São Paulo. Ganhou o apelido de balzacão por causa da faixa etária de seus freqüentadores. E apesar dos inúteis, trata-se de um lugar bastante agradável. Até um original do Lichtenstein repousa, gigante, em uma das [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=umcontopordia.wordpress.com&blog=3337558&post=35&subd=umcontopordia&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><div class="post-body">
<div>
<div class="post-body">
<div><a href="http://umcontopordia.files.wordpress.com/2008/04/aab-17861.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-36" src="http://umcontopordia.files.wordpress.com/2008/04/aab-17861.jpg?w=393&#038;h=139" alt="" width="393" height="139" /></a></div>
<div></div>
<div></div>
<div>
<p>Gisele parou o Balcão. Balcão é um bar de velhotes &#8211; muitos deles inúteis, jornalistas e publicitários fracassados &#8211; em São Paulo. Ganhou o apelido de balzacão por causa da faixa etária de seus freqüentadores. E apesar dos inúteis, trata-se de um lugar bastante agradável. Até um original do Lichtenstein repousa, gigante, em uma das paredes.</p></div>
<div>
<p>Gisele parou o Balcão. Estudante de direito, debaixo do braço esquerdo equilibrava uma bolsa de couro sintético, o código penal e o romance novo do Kalhed Hosseini. Gostava de literatura. Ou fingia que gostava. Há meses o marcador  não saía da página 78 do livro de Hosseini. E ela nem tinha tempo pra leitura, na verdade. Acordava cedo, de madrugada, lá pelas quatro, para dar tempo de chegar no trabalho antes das oito. Morava depois de Santo Amaro. E não tinha carro.</p>
<p>Era estagiária de um escritório de advocacia. À noite estudava direito. Mas hoje ela cabulou a aula.</p>
<p>Já passava das onze da noite quando Gisele entrou no Balcão. E atraiu boa parte dos olhares masculinos em sua direção.</p>
<p>Vestia uma calça jeans cintura baixa, meio manchada. A blusinha azul-turquesa superjusta deixava à mostra sua barriga. Cabelos longos, lisos. Pele morena do sol de Itanhaém, para onde ia com as amigas &#8220;sempre que dava&#8221;. Os olhos, de um verde infinito, contrastavam com os pequenos lábios (da boca). A boca, ah, a boca. Capítulo à parte. Ela emulava uma pequena concha semi-aberta. Um micro fresta se abria a cada palavra desfiada pela jovem.</p>
<p>Chegou acompanhada de um homem uns 20, 30 anos mais velho do que ela. Gisele não tinha mais do que 25. E ao seu lado o senhor de, no mínimo, 50 anos.</p>
<p>- Um chope, pediu ele.</p>
<p>- Eu também quero um, emendou ela.</p>
<p>- O.k. Dois chopes, por favor.</p>
<p>Os dois conversavam animadamente.</p>
<p>Gisele explicava o romance em progresso. Ou tentava explicar, afinal, não lera mais do que 70 e tantas páginas dele.</p>
<p>- Ele é muito bom, sabe.</p>
<p>- Sei&#8230;</p>
<p>- O cara tem uma coisa que nos prende, você não consegue mais parar de ler.</p>
<p>- Sei&#8230;</p>
<p>- É demais. Emocionante.</p>
<p>- Sei&#8230;</p>
<p>Qualquer que fosse o assunto, por mais relevante ou irrelevante que fosse, o velho iria responder com o vago &#8220;sei&#8230;&#8221;. Ele desejava a pequena Gisele como um prisioneiro de guerra desejaria um sanduíche de mortadela. Chegava a acumular uma saliva branca e gosmenta no canto da boca. De tanto em tanto, entre um gole e outro, aspirava a saliva fazendo um estranho barulho de sucção. Olhava fixamente para a boca e para o colo exposto de Gisele.</p>
<p>E ela não era boba. Sabia da situação. Seduzia com olhares, cruzadas de pernas e um movimento do rosto que revelava um par de atraentes covinhas. Balbuciava meia dúzia de palavras para, em seguida, sacar um gloss da bolsa e umidificar os pequenos lábios (da boca).</p>
<p>- Mais um chopinho, perguntou ele.</p>
<p>- Acho que não, pai, amanhã cedo tenho aula e a mamãe já ligou duas vezes.</p>
</div>
</div>
</div>
</div>
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		<title>Mãe</title>
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		<pubDate>Tue, 22 Apr 2008 13:21:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>rimoreno</dc:creator>
				<category><![CDATA[Contos]]></category>
		<category><![CDATA[chuveiro]]></category>
		<category><![CDATA[ficção]]></category>
		<category><![CDATA[história]]></category>
		<category><![CDATA[mãe]]></category>

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		<description><![CDATA[

Debaixo do chuveiro, porta trancada, Ronaldo fechava os olhos e se masturbava. Lambuzava as mãos de sabonete, água caindo no rosto, e brincava com o corpo. Todo o santo dia.
Pensava nas amigas do colégio, na faxineira, nas primas&#8230; No dia em que completou 15 anos começou a pensar na própria mãe. Foi assim, sem mais [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=umcontopordia.wordpress.com&blog=3337558&post=33&subd=umcontopordia&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><a href="http://umcontopordia.files.wordpress.com/2008/04/shower-71.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-34" src="http://umcontopordia.files.wordpress.com/2008/04/shower-71.jpg?w=409&#038;h=117" alt="" width="409" height="117" /><br />
</a><br />
Debaixo do chuveiro, porta trancada, Ronaldo fechava os olhos e se masturbava. Lambuzava as mãos de sabonete, água caindo no rosto, e brincava com o corpo. Todo o santo dia.</p>
<p>Pensava nas amigas do colégio, na faxineira, nas primas&#8230; No dia em que completou 15 anos começou a pensar na própria mãe. Foi assim, sem mais nem menos. Dali em diante, toda a sua energia dispensada era para ela. Passou a inventar historinhas para dormir ao seu lado. De camisola longa, sem roupa íntima, esperava ela pegar no sono para começar a brincar.</p>
<p>Meses depois assumiram o caso. E até hoje ninguém entende o que é o verdadeiro amor de mãe.</p>
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		<title>Gosto é gosto</title>
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		<pubDate>Fri, 18 Apr 2008 12:03:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>rimoreno</dc:creator>
				<category><![CDATA[Contos]]></category>
		<category><![CDATA[capital inicial]]></category>
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		<category><![CDATA[dia do namorados]]></category>
		<category><![CDATA[ficção]]></category>
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		<category><![CDATA[jantar]]></category>

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		<description><![CDATA[Fred: E aí Víctor, tudo bem?
Víctor: Tudo, e você?
Fred: Tudo também. O que você e a Carlinha fizeram no Dia dos Namorados, domingo à noite?<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=umcontopordia.wordpress.com&blog=3337558&post=31&subd=umcontopordia&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><a href="http://umcontopordia.files.wordpress.com/2008/04/napoleondynamite3.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-32" src="http://umcontopordia.files.wordpress.com/2008/04/napoleondynamite3.jpg?w=495&#038;h=141" alt="" width="495" height="141" /><br />
</a></p>
<div class="post-body">
<div>
<p> </p>
<div class="post-body">
<div>
Fred: E aí Víctor, tudo bem?</p>
<p>Víctor: Tudo, e você?</p>
<p>Fred: Tudo também. O que você e a Carlinha fizeram no Dia dos Namorados, domingo à noite?</p>
<p>Víctor: Fomos jantar fora.</p>
<p>Fred: Legal. Comeram o quê?</p>
<p>Víctor: Ela massa, eu peixe.</p>
<p>Fred: Legal. Onde vocês foram?</p>
<p>Víctor: No shopping.</p>
<p>Fred: No shopping, Víctor??? No shopping, Víctor!!!!!</p>
<p>Víctor: Era um restaurante bom.</p>
<p>Fred: O.k., o.k. E depois?</p>
<p>Víctor: Depois fomos lá em casa escutar uma musiquinha.</p>
<p>Fred: Ah é&#8230;. E que música você colocou pra ela ouvir?</p>
<p>Víctor: Uma do Capital. Não lembro o nome&#8230;</p>
<p>Fred: Do Capital Inicial, Víctor??? Do Capital Inicial, Víctor!!!!!</p>
<p>Víctor: É uma música bonita.</p>
<p>Fred: O.k., o.k. E depois?</p>
<p>Víctor: Ah, depois ela disse que tinha que ir embora e não me ligou mais&#8230;</p></div>
</div>
</div>
</div>
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		<title>O namoradinho</title>
		<link>http://umcontopordia.wordpress.com/2008/04/17/o-namoradinho/</link>
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		<pubDate>Thu, 17 Apr 2008 12:40:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>rimoreno</dc:creator>
				<category><![CDATA[Contos]]></category>
		<category><![CDATA[amor]]></category>
		<category><![CDATA[casamento]]></category>
		<category><![CDATA[Conto]]></category>
		<category><![CDATA[ficção]]></category>
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		<description><![CDATA[Como de praxe, Daniele desceu do metrô dez pras nove da manhã em direção ao trabalho. Estava feliz, de saia plisada e sapatinhos de princesa.<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=umcontopordia.wordpress.com&blog=3337558&post=28&subd=umcontopordia&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><a href="http://umcontopordia.files.wordpress.com/2008/04/distancia-metro1.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-30" src="http://umcontopordia.files.wordpress.com/2008/04/distancia-metro1.jpg?w=481&#038;h=116" alt="" width="481" height="116" /></a></p>
<p>Como de praxe, Daniele desceu do metrô dez pras nove da manhã em direção ao trabalho. Estava feliz, de saia plisada e sapatinhos de princesa. Há duas semanas havia terminado um conturbado namoro de quase três anos e desfrutava uma rara leveza na alma. De namoradinho novo, era só beijinho pra cá, beijinho pra lá. Um chamego que só vendo. Havia passado a noite na casa dele.</p>
<p>Percival era o novo namorado. Língua presa, ou fanho, tanto faz, não conseguia pronunciar a letra D.</p>
<p>– Sai do computador e vem pra cama, Percivaaaaaaaal.</p>
<p>– To sainuuuu, dizia ele, já to sainuuuu.</p>
<p>– Vem por cima, Percival, assim, assim.</p>
<p>– Eu te amo, Percival, eu te amo. Você mudou minha vida da água pro vinho, da noite pro dia. Sou muito feliz ao teu lado. Feliz como nunca fui antes.</p>
<p>Adorava seus cabelos, suas tatuagens. Adorava toda aquela tempestade em forma de abraços, beijos e mordidinhas.</p>
<p>Em exatos quinze dias de namorico decidiram o casamento. Planejaram tudo. Festa, vestido, alianças, lua-de-mel e até um casal de bebês. Daniele queria engravidar.</p>
<p>Percival topou. Ela não se cansava de contar pras amigas, anunciar aos quatro ventos a guinada que a sua vida deu em tão pouco tempo. Da água pro vinho. Da noite pro dia.</p>
<p>Planejaram o fim do ano na casa dos pais de Daniele, no interior do Mato Grosso. Anunciariam, então, o noivado e – se Deus quiser! Se Deus quiser! – a chegada do primeiro bebê.</p>
<p>No caminho do trem até a porta do prédio onde trabalhava, no centro de Belo Horizonte, Daniele lembrou por um breve momento do antigo namorado. Algumas coisas boas que passaram juntos. Deu um sorriso sincero. E em seguida ouviu a voz dele.</p>
<p>– Dani, Daaani.</p>
<p>Olhou para trás. E antes de falar qualquer coisa, ainda que não tivesse nada pra falar, caiu no chão com dois tiros no rosto.</p>
<img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/umcontopordia.wordpress.com/28/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/umcontopordia.wordpress.com/28/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/umcontopordia.wordpress.com/28/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/umcontopordia.wordpress.com/28/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/umcontopordia.wordpress.com/28/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/umcontopordia.wordpress.com/28/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/umcontopordia.wordpress.com/28/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/umcontopordia.wordpress.com/28/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/umcontopordia.wordpress.com/28/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/umcontopordia.wordpress.com/28/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/umcontopordia.wordpress.com/28/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/umcontopordia.wordpress.com/28/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=umcontopordia.wordpress.com&blog=3337558&post=28&subd=umcontopordia&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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		<title>Aeroporto</title>
		<link>http://umcontopordia.wordpress.com/2008/04/16/aeroporto/</link>
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		<pubDate>Wed, 16 Apr 2008 13:38:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>rimoreno</dc:creator>
				<category><![CDATA[Contos]]></category>
		<category><![CDATA[aeroporto]]></category>
		<category><![CDATA[Conto]]></category>
		<category><![CDATA[ficção]]></category>
		<category><![CDATA[história]]></category>
		<category><![CDATA[paquera]]></category>

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		<description><![CDATA[Elas passavam pra lá, passavam pra cá. No saguão do aeroporto, numa sexta à tarde, Gastão descobriu que era ali o melhor lugar para conseguir uma namorada.<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=umcontopordia.wordpress.com&blog=3337558&post=26&subd=umcontopordia&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><a href="http://umcontopordia.files.wordpress.com/2008/04/ajchasingairplaneorangecountyairportny1998.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-27" src="http://umcontopordia.files.wordpress.com/2008/04/ajchasingairplaneorangecountyairportny1998.jpg?w=404&#038;h=118" alt="" width="404" height="118" /></a></p>
<p>Elas passavam pra lá, passavam pra cá. No saguão do aeroporto, numa sexta à tarde, Gastão descobriu que era ali o melhor lugar para conseguir uma namorada. Ruivas, castanhas, morenas, loiras. Paulistanas, cariocas, gaúchas, mineiras. De botas, chinelos de dedo, salto agulha, tamancos. A variedade de senhoritas desacompanhadas num saguão de aeroporto é algo incomparável. Boa parte perfumada, frasqueiras à tiracolo, coques bem feitos ou cabelos condicionados.</p>
<p>Isso sem contabilizar a voz rouca, sexy, quando pornográfica, daquela que há décadas anuncia as chegadas e partidas das aeronaves na pista.</p>
<p>– Vôo 1741 com destino a Fortaleza, última chamada, portão 2.</p>
<p>– Que maravilha. Que maravilha, repetia, pra si mesmo, Gastão.</p>
<p>Devagarinho, jornal numa das mãos, a outra ocupada em apertar uma unha na outra, Gastão se aproxima de uma delas. Falta certa coragem.</p>
<p>– Humr, hummmr, gagueja.<br />
– Por gentileza, é por aqui que as pessoas saem quando chegam?, dirije-se a uma jovem postada exatamente debaixo de uma placa escrita desembarque.</p>
<p>Gelo.</p>
<p>Nova tentativa.</p>
<p>– Me desculpe, senhorita.</p>
<p>– Sim, pois não.</p>
<p>– Me chamo Gastão. Qual a sua graça?</p>
<p>– Graça? Graça? Não vejo graça nenhuma.</p>
<p>– É, humm, é, me perdoe o incoveniente. Mas se por acaso, um estranho abordasse a senhorita num aeroporto cheio, véspera do final de semana, e lhe perguntasse o seu nome e telefone, a senhorita lhe daria tais informações?</p>
<p>– De forma alguma.</p>
<p>– Ufa, ainda bem que não perguntei. Até logo.</p>
<p>– Cada um que me aparece, pensou Inês com seus botões.</p>
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		<title>Playmobil</title>
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		<pubDate>Tue, 15 Apr 2008 12:06:56 +0000</pubDate>
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			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><a href="http://umcontopordia.files.wordpress.com/2008/04/79f05be7-6b3d-477f-a5d0-79b0c2be9dd7.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-25" src="http://umcontopordia.files.wordpress.com/2008/04/79f05be7-6b3d-477f-a5d0-79b0c2be9dd7.jpg?w=500&#038;h=126" alt="" width="500" height="126" /></a></p>
<p>Não era de hoje que Dudu nutria uma  raiva quas inexplicável. A raiva vinha desde pequeno. Filho menor de uma família de três irmãos, Dudu tinha objeções até contra as atitudes da mãe. Desde que a família comprara um enorme cão da raça fila para proteger o sobrado em que morava, Dudu não podia mais sair de casa. Era ele se aproximar do portão para a dona Dileuza gritar lá da cozinha: não abre, Eduardo, não abre que a Tainá Cristina vai fugir (sim, o cão, na verdade uma cadela, recebera o delicado nome de Tainá Cristina). E assim passou parte da infância, vendo a vida acontecer do lado de lá das grades sem poder fazer nada.</p>
<p>Foi quando a mãe arrumou um emprego na prefeitura, Dudu então com 8 anos, que ela precisou de alguém para cuidar do moleque durante as tardes. Linda chegava às oito e saía por volta das sete da noite. E o melhor: Linda tinha um casal de filhos, Alan, de 6 anos, e Jade, da mesma idade de Dudu. As tardes perdidas do lado de cá do portão voltaram a ser animadas. Pulavam corda. Fazia esculturas em durepox. E brincavam com uma invejável coleção de Playmobil que Dudu herdara dos irmãos mais velhos – e que aumentava ainda mais a cada natal.</p>
<p>Tinha uma caixona recheada de bonecos, acessórios, castelos, mansões e até uma montanha que servia de cenário para a fictícia cidade de Playmocity (nome dado por eles mesmo!). Mas com o passar dos meses ele se deu conta que a sua coleção havia diminuído. E foi a mãe que fez cair a ficha: os filhos de Linda estavam levando embora, pouco a pouco, a preciosa coleção do filho. Mas sem poder acusar Alan e Jade dos pequenos furtos que cometiam diariamente, teve que esperar até conseguir achar motivo para mandar Linda embora. E quando descobriu que ela pegava escondido os vestidos de gala de Dileuza e na semana seguinte mostrava à patroa fotos do casamento da irmã, do batizado do filho da vizinha, ou do churrasco da paróquia, sempre com os vestidos “emprestados”, Dileuza viu que era hora de demitir Linda.</p>
<p>Apesar de tudo, Dudu ficou triste. Suas tardes voltaram a ser solitárias. Mas o tempo passou, Dudu cresceu, e virou um rapaz até que normalzinho. Mas aquela raiva da infância ainda não havia sumido – pelo contrário, estava muito viva sempre que lembrava dos filhos de Linda. Ficou feliz em saber que Jade havia engravidado aos 12 anos, de um vagabundo qualquer, e que criava a criança na maior dificuldade lá no sertão, próximo à Serra da Viração. Torceu-se de tanto rir quando descobriu que Alan virou pintor de quadros de motel. Um mais feio que o outro. Linda, coitada, morrera a pauladas pelo ex-marido, sempre chegado numa cachaça e num fumo.</p>
<p>Dudu está com 26 anos. Formou-se em técnica de informática e trabalha num cybercafé ali na pracinha. Ainda mora com a mãe. Nas horas vagas, tenta se livrar do que sobrou da sua coleção de Playmobil vendendo-a no Mercado Livre. Não consegue. Até pensa em deixá-los na porta da casa de Jade. Ela ficou com mais da metade da coleção. E ele precisa de dinheiro pra comprar um mouse sem fio.</p>
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		<title>Virgenzinha</title>
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		<pubDate>Mon, 14 Apr 2008 13:24:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>rimoreno</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><a href="http://umcontopordia.files.wordpress.com/2008/04/christ.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-23" src="http://umcontopordia.files.wordpress.com/2008/04/christ.jpg?w=475&#038;h=129" alt="" width="475" height="129" /></a></p>
<p>Minhas idas à igreja já tinham virado uma obsessão. O que antes era um calvário agora tornara-se um prazer sem precedentes. Minha calcinha ficava toda molhada só de pensar naquele monte de estátuas. Naquelas corpos masculinos seminus, viris, ora com sangue, ora com feridas nos pés e nas mãos.</p>
<p>Confesso que não lembro quando comecei a me masturbar pensando na imagem de Cristo. Completei doze anos na semana passada e menstruei pela primeira vez na véspera do Natal passado. Acho que foi nessa época que descobri o sexo. Não, eu nunca transei. Sou virgenzinha. E tampouco penso em me deitar na cama com um homem tão cedo. Mas desde que papai morreu e mamãe passou a exigir minha companhia nas missas dominicais descobri que aquele evento poderia ser bastante interessante. Nunca contei pra ninguém, e nem pretendo. Acho que não entenderiam mesmo. Guardo só pra mim. Gosto de fantasiar eu na cruz, deitada sobre ela num chão úmido. Ai, me dá até um calorzinho só de pensar.</p>
<p>Minhas amigas preferem colar na parede de seus quartos fotos do Dado Dolabella e do Johnny Depp. Eu fico mais feliz com as imagens que coleciono do meu santo Cristinho. E, o melhor, mamãe nem desconfia. Até olha pro céu e agradece.</p>
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		<title>Guisado</title>
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		<pubDate>Fri, 11 Apr 2008 12:28:18 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Baixou o elástico da puída calça de moletom cinza. As pernas tremeram. Olhou para baixo, de soslaio, e respirou aliviado.<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=umcontopordia.wordpress.com&blog=3337558&post=20&subd=umcontopordia&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><a href="http://umcontopordia.files.wordpress.com/2008/04/2077998801_a601e66d90.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-21" src="http://umcontopordia.files.wordpress.com/2008/04/2077998801_a601e66d90.jpg?w=397&#038;h=145" alt="" width="397" height="145" /></a></p>
<p>Baixou o elástico da puída calça de moletom cinza. As pernas tremeram. Olhou para baixo, de soslaio, e respirou aliviado. Seu pinto ainda estava lá. Com calma e zelo, pressionou levemente o prepúcio e puxou-o em direção ao próprio corpo. Ardia um bocado. Um líquido transparente, espesso e gosmento lhe causou certo espanto. Um forte odor subiu-lhe às narinas. Resolveu se lavar.</p>
<p>O telejornal anunciava as últimas do governo quando os pais de Max chegaram em casa. Um beijinho na mãe. Um beijinho no pai. E vruuuummm para o quarto. O pau ainda queimava. Segundo banho do dia.</p>
<p>— Filhoooo, olha a janta — gritou a mãe da cozinha.</p>
<p>— Jantar, mãe, é jantar, e não janta — corrigiu.</p>
<p>Guisado. Coca-cola. Guisado. Arroz. Coca-cola. Polenta. Blurp.</p>
<p>— Come devagar, seu idiota — irritou-se o pai.</p>
<p>Ao lado da cozinha, num cubículo, sobre um beliche cor-de-rosa, Mirleide suspirava com os românticos e açucarados contos da coleção Sabrina.</p>
<p>— Pode tirar a mesa — ordenou a mãe.</p>
<p>Mirleide tinha 18 anos. Trabalhava na casa de Max desde os 15 e perdera a virgindade naquela tarde. Max tinha 42. E síndrome de Down.</p>
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		<title>Umbigo</title>
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		<pubDate>Thu, 10 Apr 2008 10:29:07 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Assim não vai dar, guri. Escolhe: ou você se concentra na bola ou você se concentra no seu umbigo.<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=umcontopordia.wordpress.com&blog=3337558&post=17&subd=umcontopordia&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><code><a href="http://umcontopordia.files.wordpress.com/2008/04/url.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-18" src="http://umcontopordia.files.wordpress.com/2008/04/url.jpg?w=368&#038;h=137" alt="" width="368" height="137" /></a></code></p>
<p>Assim não vai dar, guri. Escolhe: ou você se concentra na bola ou você se concentra no seu umbigo. Estamos perdendo por três gols e falta apenas 10 minutos pro jogo acabar. Pára de olhar para baixo e presta atenção nessa bola, porra.</p>
<p>Não adiantava. Sérgio, o guri em questão, tava um com um problemão daqueles. Encasquetou que seu umbigo ia abrir e desde então, cerca de umas três semanas pra cá, a única coisa que fazia era olhar para o tal buraco. Cutucava. Mexia. Molhava o dedo de saliva e massageava o orifício. Apertava. Enfim, tentava achar algum sinal de que o nó, dado 9 anos atrás pelo Doutor Torres numa maternidade de Jundiaí, no interior de São Paulo, ia estourar de vez. E como prevenir tal tragédia?</p>
<p>Serginho tinha uma imaginação de fazer inveja. Criativa teorias incríveis de como o desastre ocorreria: Vou virar do avesso? Vou esvaziar até morrer? Vou voar pelos ares como quando se solta uma bexiga sem dar um nó bem dado? Será que vai sair sangue ou coco? Vou apanhar da mãe se chegar em casa todo sujo.</p>
<p>O jogo acabou e seu time perdeu por 4 a 2. Levou esporro dos amigos mas nem ligou. E tampouco dividiu aquela angustia com eles. Ninguém vai entender mesmo, pensou. E seguiu no caminho de volta pra casa vasculhando com o dedo indicador algum sinal de perigo iminente. Doía. Mas doía, é claro, de tanto o moleque cutucar. Já começava, inclusive, a fazer um feridinha. Desesperou. Apressou o passo, ansioso por chegar logo em casa e, finalmente, contar pra mãe a tragédia anunciada. Andava rápido ao mesmo tempo que seguia fuçando  &#8211; com os olhos e o dedo – o próprio umbigo.</p>
<p>Atravessou a rua distraído e foi pego em cheio por uma caminhão da Sadia. Morreu na hora. Com metade do indicador esquerdo cravado dentro dele mesmo.</p>
<img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/umcontopordia.wordpress.com/17/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/umcontopordia.wordpress.com/17/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/umcontopordia.wordpress.com/17/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/umcontopordia.wordpress.com/17/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/umcontopordia.wordpress.com/17/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/umcontopordia.wordpress.com/17/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/umcontopordia.wordpress.com/17/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/umcontopordia.wordpress.com/17/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/umcontopordia.wordpress.com/17/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/umcontopordia.wordpress.com/17/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/umcontopordia.wordpress.com/17/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/umcontopordia.wordpress.com/17/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=umcontopordia.wordpress.com&blog=3337558&post=17&subd=umcontopordia&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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		<title>Chaga</title>
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		<pubDate>Wed, 09 Apr 2008 04:44:11 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Alcides acordou meio febril. Suava, gemia e jogava pra longe as cobertas que repousavam sobre a cama.<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=umcontopordia.wordpress.com&blog=3337558&post=15&subd=umcontopordia&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><a href="http://umcontopordia.files.wordpress.com/2008/04/b000lc51xs01_sclzzzzzzz_.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-16" src="http://umcontopordia.files.wordpress.com/2008/04/b000lc51xs01_sclzzzzzzz_.jpg?w=436&#038;h=114" alt="" width="436" height="114" /></a></p>
<p>Alcides acordou meio febril. Suava, gemia e jogava pra longe as cobertas que repousavam sobre a cama. A mão esquerda doía, mal podia fechá-la. Sem dar muita bola, num salto foi da cama pro banheiro lavar o rosto e escovar os dentes.</p>
<p>Na sala, sentou ao lado da mãe, uma católica fervorosa e dedicadíssima ao único filho. Ela preparou um pão francês fatiado com a mão em pequenos quadradinhos e sobre eles passou a faca com manteiga e requeijão. No momento em que Alcides levava à boca a primeira fatia do que convencionou chamar de “pão de ratinho”, a mãe percebeu o inchaço.</p>
<p>Na palma, exatamente no centro da mão, um vermelhidão pulsava ao redor de uma ferida do tamanho de um moeda de pouco valor.</p>
<p>- O que aconteceu aí, Alcides?</p>
<p>- Sei lá, mãe, acordei assim, com dor, suando e meio tonto.</p>
<p>- Deixa eu ver. Daqui a mão. Deixa eu ver.</p>
<p>- É a chaga! É a chaga!</p>
<p>Alcides entendeu bulhufas do que ela dizia, e pra falar a verdade nem deu bola. Continuou comendo seu pãozinho e tomando o café com leite. Mas bastou uns 20 minutos e o padre chegou. A pedido da mãe. Veio correndo. Trancou a igreja, colocou a batina e veio tentar entender o que se passava na pobre mão do pobre Alcides. E de fato eles era pobres. Não paupérrimos, miseráveis. Mas viviam no aperto. O pai ele nunca conheceu. A mãe também era a única filha de um casal de lavradores do interior do estado. Morreram jovens. Ele de febre tifóide. Ela durante o parto daquela que seria a irmã mais nova da mãe. Viviam com alguns trocados que ela ganhava costurando pra fora e outro pequeno montante resultado do terreno herdado pelos avós.</p>
<p>- É a chaga. Milagre. É a chaga, suspirou o padre.</p>
<p>- Que raios de chaga, mãe?</p>
<p>De acordo com ela e com padre, Alcides havia sido escolhido como um legítimo mensageiro de Cristo. E a indefesa feridinha na mão, para desespero do moleque, era sinal de que a partir daquele instante sua vida mudaria.</p>
<p>No dia seguinte já havia uma longa fila na porta da casa. Pessoas muito pobres, muito católicas e bastante desesperadas a fim de resolver algum problema que pelos meios normais não conseguiam. Enfim, todas estavam em busca de um milagre.</p>
<p>E o pequeno Alcides, e sua pequena chaga, da noite pro dia, tornaram-se santos.</p>
<p>- Tenho uma íngua aqui, ó, que me impede de trabalhar já faz tempo.</p>
<p>E sempre sobre a supervisão da mãe e do padre, Alcides esticava a mão doente, repousava sobre o local indicado, e garantiam (a mãe e o padre, porque Alcides não estava nem aí) que a partir daquele momento a íngua desapareceria.</p>
<p>Foi assim durante exatos seis dias. Diabéticos voltaram a se deliciar com doces. Paralíticos ensaiavam passos na calçada. Cegos afirmavam ter recuperado a visão. E até as solteiras comemoravam o encontro de um amor.</p>
<p>No sétimo dia, que era um domingo,  a mãe autorizou que Alcides saísse para brincar com os amigos. E não deu outra. Num instante o moleque estava na rua. Com picolé na mão, lambuzava-se sem culpa.</p>
<p>Eis que lembrou do domingo passado. Quando comeu outro picolé mas teve que jogar fora na metade porque uma abelha havia picado a palma da sua mão.</p>
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		<title>Fuga(z)</title>
		<link>http://umcontopordia.wordpress.com/2008/04/08/fugaz/</link>
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		<pubDate>Tue, 08 Apr 2008 10:30:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>rimoreno</dc:creator>
				<category><![CDATA[Contos]]></category>
		<category><![CDATA[ficção]]></category>
		<category><![CDATA[história]]></category>

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		<description><![CDATA[Finalmente a câmara fotográfica russa, do início do século passado, herança do avô morto doze anos atrás, serviria para alguma coisa. Luana trancou-se no quarto e se despiu.<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=umcontopordia.wordpress.com&blog=3337558&post=13&subd=umcontopordia&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><a href="http://umcontopordia.files.wordpress.com/2008/04/girl_on_bed.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-14" src="http://umcontopordia.files.wordpress.com/2008/04/girl_on_bed.jpg?w=432&#038;h=158" alt="" width="432" height="158" /></a></p>
<p>Finalmente a câmara fotográfica russa, do início do século passado, herança do avô morto doze anos atrás, serviria para alguma coisa. Luana trancou-se no quarto e se despiu. Sem pressa, pegou calcinha por calcinha até encontrar a que mais lhe agradasse. Fez o mesmo com o sutiã. As unhas do pé, atraentemente rosas, pareciam ainda mais rosadas diante do contraste da pele morena, resultado de finais de semana ensolarados na areia da praia. Perfumou-se. Era um ritual pessoal, de libertação. Muito mais do que de conquista do outro. Encontrava-se completamente apaixonada. Encontrava-se completamente nua. Brincava com os dedos, e com a língua, e com os cabelos negros e compridos (cerca de dois palmos abaixo do ombro). Clicou-se no espelho. Uma. Duas. Três chapas. Na cama macia, sob um edredon azul-esverdeado que emulava as ondas do oceano, Luana deitou-se.<br />
E dormiu pra sempre.</p>
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		<title>Chumbinho</title>
		<link>http://umcontopordia.wordpress.com/2008/04/07/chumbinho/</link>
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		<pubDate>Mon, 07 Apr 2008 10:40:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>rimoreno</dc:creator>
				<category><![CDATA[Contos]]></category>
		<category><![CDATA[ficção]]></category>
		<category><![CDATA[história]]></category>

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		<description><![CDATA[— Ele não está bem — dizia a mãe.

— Que absurdo — reprovava o pai.

O fato é que Rubinho, menino franzino, quase esquelético, não estava bem.<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=umcontopordia.wordpress.com&blog=3337558&post=11&subd=umcontopordia&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><a href="http://umcontopordia.files.wordpress.com/2008/04/539w.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-12" src="http://umcontopordia.files.wordpress.com/2008/04/539w.jpg?w=500&#038;h=123" alt="" width="500" height="123" /></a></p>
<p>— Ele não está bem — dizia a mãe.</p>
<p>— Que absurdo — reprovava o pai.</p>
<p>O fato é que Rubinho, menino franzino, quase esquelético, não estava bem.</p>
<p>Desde o dia em que viu Debora passar do outro lado da rua, saltinhos curtos, e o pior, de mãos dada com um Fulano, o moleque adoeceu. Meteu-se na cama e de lá não saía para nada. Não havia santo remédio que o fizesse levantar.</p>
<p>— Absurdo — repetia o pai.</p>
<p>— Ele não está bem — insistia a mãe, já bastante nervosa.</p>
<p>Foi-se uma semana, duas, um mês. E o rapaz seguia firme em sua greve de vida. Tamborilava os dedos na testa a fim de descobrir, ele próprio, uma saída para aquele sofrimento.</p>
<p>Até padre chamaram. Não houve jeito. Mas foi no trigésimo primeiro dia, de uma hora para outra, que de um salto o garoto deixou a cama e correu para rua.</p>
<p>— Graças a Deus — sussurava a mãe, olhando para o teto ao mesmo tempo em que acendia nova vela.</p>
<p>— Eu disse, eu disse, não era nada, um absurdo.</p>
<p>Um quarteirão adiante, em frente à casa de Debora, Rubinho pensou mais uma vez se realmente deveria fazer aquilo que amadurecera durante a reclusão. Recuou dois passos, dedos na testa, e decidiu entrar no prédio.</p>
<p>Passos curtos, respiração contida, foi em direção à porta. Enxugou as mãos na calça de brim e meteu o dedo na campainha. Tocou uma. Duas. Cinco vezes. Não havia ninguém. Ouviu apenas o mio discreto do bichano que ela cuidava. Do bolso sacou duas bolinhas cor de chumbo. Novamente recuou, piscou demoradamente, e por pouco não mudou de idéia. O vão estreito da porta não permitiu a passagem das tais bolinhas. Molhou os dedos com a saliva e tentou empurrá-las. Não passavam. Num rompante, decidiu ele mesmo engoli-las.</p>
<p>Ficou ali durante três dias, até que o feriado de Finados terminasse. Do outro lado o gato miava.</p>
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