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	<title> &#187; cristo</title>
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	<description>um conto por dia - sua dose diária de ficção</description>
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		<title>Virgenzinha</title>
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		<pubDate>Mon, 14 Apr 2008 13:24:40 +0000</pubDate>
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<p>Minhas idas à igreja já tinham virado uma obsessão. O que antes era um calvário agora tornara-se um prazer sem precedentes. Minha calcinha ficava toda molhada só de pensar naquele monte de estátuas. Naquelas corpos masculinos seminus, viris, ora com sangue, ora com feridas nos pés e nas mãos.</p>
<p>Confesso que não lembro quando comecei a me masturbar pensando na imagem de Cristo. Completei doze anos na semana passada e menstruei pela primeira vez na véspera do Natal passado. Acho que foi nessa época que descobri o sexo. Não, eu nunca transei. Sou virgenzinha. E tampouco penso em me deitar na cama com um homem tão cedo. Mas desde que papai morreu e mamãe passou a exigir minha companhia nas missas dominicais descobri que aquele evento poderia ser bastante interessante. Nunca contei pra ninguém, e nem pretendo. Acho que não entenderiam mesmo. Guardo só pra mim. Gosto de fantasiar eu na cruz, deitada sobre ela num chão úmido. Ai, me dá até um calorzinho só de pensar.</p>
<p>Minhas amigas preferem colar na parede de seus quartos fotos do Dado Dolabella e do Johnny Depp. Eu fico mais feliz com as imagens que coleciono do meu santo Cristinho. E, o melhor, mamãe nem desconfia. Até olha pro céu e agradece.</p>
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		<title>Chaga</title>
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		<pubDate>Wed, 09 Apr 2008 04:44:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>rimoreno</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><a href="http://umcontopordia.files.wordpress.com/2008/04/b000lc51xs01_sclzzzzzzz_.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-16" src="http://umcontopordia.files.wordpress.com/2008/04/b000lc51xs01_sclzzzzzzz_.jpg?w=436&#038;h=114" alt="" width="436" height="114" /></a></p>
<p>Alcides acordou meio febril. Suava, gemia e jogava pra longe as cobertas que repousavam sobre a cama. A mão esquerda doía, mal podia fechá-la. Sem dar muita bola, num salto foi da cama pro banheiro lavar o rosto e escovar os dentes.</p>
<p>Na sala, sentou ao lado da mãe, uma católica fervorosa e dedicadíssima ao único filho. Ela preparou um pão francês fatiado com a mão em pequenos quadradinhos e sobre eles passou a faca com manteiga e requeijão. No momento em que Alcides levava à boca a primeira fatia do que convencionou chamar de “pão de ratinho”, a mãe percebeu o inchaço.</p>
<p>Na palma, exatamente no centro da mão, um vermelhidão pulsava ao redor de uma ferida do tamanho de um moeda de pouco valor.</p>
<p>- O que aconteceu aí, Alcides?</p>
<p>- Sei lá, mãe, acordei assim, com dor, suando e meio tonto.</p>
<p>- Deixa eu ver. Daqui a mão. Deixa eu ver.</p>
<p>- É a chaga! É a chaga!</p>
<p>Alcides entendeu bulhufas do que ela dizia, e pra falar a verdade nem deu bola. Continuou comendo seu pãozinho e tomando o café com leite. Mas bastou uns 20 minutos e o padre chegou. A pedido da mãe. Veio correndo. Trancou a igreja, colocou a batina e veio tentar entender o que se passava na pobre mão do pobre Alcides. E de fato eles era pobres. Não paupérrimos, miseráveis. Mas viviam no aperto. O pai ele nunca conheceu. A mãe também era a única filha de um casal de lavradores do interior do estado. Morreram jovens. Ele de febre tifóide. Ela durante o parto daquela que seria a irmã mais nova da mãe. Viviam com alguns trocados que ela ganhava costurando pra fora e outro pequeno montante resultado do terreno herdado pelos avós.</p>
<p>- É a chaga. Milagre. É a chaga, suspirou o padre.</p>
<p>- Que raios de chaga, mãe?</p>
<p>De acordo com ela e com padre, Alcides havia sido escolhido como um legítimo mensageiro de Cristo. E a indefesa feridinha na mão, para desespero do moleque, era sinal de que a partir daquele instante sua vida mudaria.</p>
<p>No dia seguinte já havia uma longa fila na porta da casa. Pessoas muito pobres, muito católicas e bastante desesperadas a fim de resolver algum problema que pelos meios normais não conseguiam. Enfim, todas estavam em busca de um milagre.</p>
<p>E o pequeno Alcides, e sua pequena chaga, da noite pro dia, tornaram-se santos.</p>
<p>- Tenho uma íngua aqui, ó, que me impede de trabalhar já faz tempo.</p>
<p>E sempre sobre a supervisão da mãe e do padre, Alcides esticava a mão doente, repousava sobre o local indicado, e garantiam (a mãe e o padre, porque Alcides não estava nem aí) que a partir daquele momento a íngua desapareceria.</p>
<p>Foi assim durante exatos seis dias. Diabéticos voltaram a se deliciar com doces. Paralíticos ensaiavam passos na calçada. Cegos afirmavam ter recuperado a visão. E até as solteiras comemoravam o encontro de um amor.</p>
<p>No sétimo dia, que era um domingo,  a mãe autorizou que Alcides saísse para brincar com os amigos. E não deu outra. Num instante o moleque estava na rua. Com picolé na mão, lambuzava-se sem culpa.</p>
<p>Eis que lembrou do domingo passado. Quando comeu outro picolé mas teve que jogar fora na metade porque uma abelha havia picado a palma da sua mão.</p>
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