- Você não pode ir embora agora, sabe. Já tá tarde, bebeu demais, está supercansada. Fica dormindo aqui.
- Não posso. Cê sabe, preciso voltar.
- Toma mais uma taça de vinho, pelo menos.
- Já tá tarde. Quase uma hora. Imagina só. Preciso ir. Mesmo.
- Mais um pouquinho, vai. Um cigarrinho. Aí você vai.
- Tá bom. Eu fumo com você esse e aí eu vou.
- E amanhã, você volta?
- Preciso ver, né. Cê sabe, não é assim. Tem todo um esquema. Lá em casa é dureza.
- Volta?
- Eu quero. Cê sabe que eu quero. Mas não posso garantir.
- Não quero garantias. Quero você aqui, na minha cama, nua.
- Você só pensa em sexo, né?
- Só. E você?
- Eu também.
- Então volta?
- Só sexo, promete?
- Prometo.
- Volto.



2 respostas Até agora ↓
Tel Braga // Maio 26, 2008 às 2:07 pm
mmm, sôou familar esse…
improper mind // Novembro 4, 2008 às 3:38 pm
Nas minhas andanças virtuais, encontrei este seu site por acaso. Contos legais, interessantes e às vezes bizarros. Voltarei pra ler mais, como você diz, uma dose diária e ficção.
Aproveito pra te convidar a ler meu conto um pouco mais comprido que os seus, uma boa dose de impropriedades. Não tão bizarro quanto o do garoto com sua mãe, nem o da menina da igreja, parecido com este aqui. Dá uma lida e me diz se gostou.
Abraços