- Você não pode ir embora agora, sabe. Já tá tarde, bebeu demais, está supercansada. Fica dormindo aqui.
- Não posso. Cê sabe, preciso voltar.
- Toma mais uma taça de vinho, pelo menos.
- Já tá tarde. Quase uma hora. Imagina só. Preciso ir. Mesmo.
- Mais um pouquinho, vai. Um cigarrinho. Aí você vai.
- Tá bom. Eu fumo com você esse e aí eu vou.
- E amanhã, você volta?
- Preciso ver, né. Cê sabe, não é assim. Tem todo um esquema. Lá em casa é dureza.
- Volta?
- Eu quero. Cê sabe que eu quero. Mas não posso garantir.
- Não quero garantias. Quero você aqui, na minha cama, nua.
- Você só pensa em sexo, né?
- Só. E você?
- Eu também.
- Então volta?
- Só sexo, promete?
- Prometo.
- Volto.


